Capítulo 6 — ABC: Custeio Baseado em Atividades
Do “onde gasta” para “por que gasta”
O ABC é útil quando custos indiretos são grandes e os serviços são diversos. Em vez de ratear por m² ou pessoas, o ABC busca explicar custos por atividades (o trabalho feito) e por direcionadores (o que causa o consumo).
Arquitetura ABC
- Mapear atividades (ex.: matrícula, triagem, fiscalização, atendimento).
- Medir direcionadores (ex.: nº de matrículas, nº de atendimentos, nº de vistorias).
- Atribuir recursos às atividades (pessoal, contratos, depreciação).
- Atribuir atividades aos objetos de custo (serviços, programas, unidades).
6.1 Direcionadores: escolhendo bem
O maior risco do ABC é escolher um driver “bonito”, mas sem relação causal. Ex.: ratear custo de call center por número de servidores, quando o consumo real é por número de chamados.
Atividades e drivers (exemplos)
| Atividade | Driver sugerido | Observação |
|---|---|---|
| Matrícula escolar | nº de matrículas | Relaciona esforço administrativo ao volume |
| Triagem na UBS | nº de atendimentos | Volume do serviço tende a dirigir o consumo |
| Compras/licitação | nº de processos | Processos são o ‘produto’ do setor |
| Fiscalização | nº de vistorias | Atividade diretamente observável |
Quando o ABC vale a pena
- Custos indiretos altos (apoio e estrutura relevantes);
- Serviços muito diferentes entre si;
- Gestão precisa explicar “por que custa” e não só “quanto custa”.
Questões
- Liste 5 atividades de uma secretaria e proponha drivers mensuráveis.
- Explique o que é relação causal em rateio/driver.
- Quando o ABC pode ser ‘excesso de método’ e atrapalhar?
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