Capítulo 5 — Centros de custos e rateios
Como desenhar critérios justos
Quando existe custo compartilhado, precisamos de um “mapa” para distribuir custos de maneira defensável. Centros de custos organizam a realidade: unidade finalística (escolas, UBS), unidade de apoio (TI, patrimônio, compras) e administração geral.
Três princípios de um bom rateio
- Causalidade: a base deve ter relação com o consumo do recurso;
- Simplicidade: preferir critérios compreensíveis e replicáveis;
- Documentação: deixar o método auditável e comparável no tempo.
5.1 Departamentalização (primeiro e segundo estágio)
No primeiro estágio, custos indiretos são atribuídos aos centros de apoio. No segundo estágio, custos de apoio são redistribuídos para centros finais (escolas/UBS). Esse desenho evita o erro de jogar tudo “por igual”.
Como montar um rateio em 6 passos
- Liste centros finais e centros de apoio.
- Classifique cada custo indireto (energia, limpeza, vigilância, TI etc.).
- Escolha a base: m², pessoas, chamados, horas, postos…
- Calcule a participação de cada centro na base.
- Rateie e revise: faz sentido?
- Registre o critério e a data da versão.
Mini-exemplo de rateio de limpeza
| Unidade | m² | Participação | Custo rateado (R$ 120.000) |
|---|---|---|---|
| Escola A | 2.000 | 40% | 48.000 |
| Escola B | 1.500 | 30% | 36.000 |
| Escola C | 1.500 | 30% | 36.000 |
Questões
- Escolha 2 critérios de rateio para energia e discuta prós e contras.
- Explique por que ‘ratear por igual’ costuma distorcer análises.
- Quando você recomendaria parar no custeio por absorção e não usar ABC?
Dica: para salvar em PDF, use “PDF do livro completo”.