Capítulo 4 — Custeio variável e margem de contribuição
Decisões de curto prazo
O custeio variável separa custos variáveis (que mudam com volume) dos custos fixos. Ele é útil para decisões rápidas: manter ou expandir um serviço, comparar alternativas operacionais e avaliar impactos de escala.
No custeio variável, os custos fixos não “entram” no custo unitário para decisões de curto prazo; eles são analisados separadamente como capacidade/estrutura.
4.1 Margem de contribuição
A margem de contribuição mostra quanto sobra para cobrir custos fixos e, se houver, gerar resultado. Em políticas públicas, o raciocínio é análogo quando há receitas vinculadas, taxas, convênios ou transferências associadas ao serviço.
| Indicador | Fórmula | Uso |
|---|---|---|
| Margem de contribuição | Receita − Variáveis | Decisão de curto prazo |
| Ponto de equilíbrio | Fixos / margem unitária | Volume mínimo |
| Alavancagem operacional | Margem / Resultado | Sensibilidade a mudanças de volume |
4.2 Caso resolvido (curso de extensão)
Um curso de extensão cobra R$ 120 por aluno. Custo variável estimado: R$ 40 por aluno. Custos fixos: R$ 8.000 (sala, equipe, plataforma). Qual o ponto de equilíbrio?
- Margem unitária: 120 − 40 = 80
- Ponto de equilíbrio (alunos): 8.000 / 80 = 100 alunos
Se a turma passa de 100 alunos, cada aluno adicional contribui com R$ 80 para “diluir” a estrutura fixa.
- Dê um exemplo de decisão pública em que o raciocínio de margem ajuda (mesmo sem lucro).
- Calcule o ponto de equilíbrio para custos fixos de 12.000 e margem unitária de 60.
- Explique por que custeio variável não substitui relatórios completos de custos.