Capítulo 3 — Custeio por absorção
Do acumulado ao custo do objeto
No custeio por absorção, todos os custos de produção/serviço são “absorvidos” pelo objeto de custo — diretos e indiretos. É o método mais comum em contextos tradicionais e a base para muitos relatórios institucionais.
- Defina o objeto de custo (ex.: aluno/ano; atendimento; km rodado).
- Liste custos diretos (rastreáveis).
- Agrupe custos indiretos por centro (escola, UBS, secretaria, apoio).
- Escolha bases de rateio com lógica causal.
- Calcule custo total e custo unitário.
- Documente critérios e registre as versões (para auditoria e transparência).
3.1 Definindo objeto de custo
Objeto de custo é o “alvo” de medição. Um erro comum é usar um objeto impossível de medir com os dados disponíveis. Comece simples: custo por unidade (escola/UBS) e depois avance para custo por aluno/atendimento.
| Área | Objeto | Unidade |
|---|---|---|
| Educação | Escola | R$ / escola / ano |
| Educação | Aluno | R$ / aluno / ano |
| Saúde | UBS | R$ / UBS / ano |
| Saúde | Atendimento | R$ / atendimento |
| Transporte | Linha/rota | R$ / km |
3.2 Um exemplo numérico guiado
Suponha uma escola com custos diretos (pessoal lotado + merenda) de R$ 1.800.000/ano. Custos indiretos compartilhados (energia, limpeza, vigilância, TI) somam R$ 300.000/ano. A escola tem 600 alunos.
- Custo total anual: 1.800.000 + 300.000 = 2.100.000
- Custo por aluno/ano: 2.100.000 / 600 = 3.500
O valor é o começo. A análise vem depois: composição do custo, comparação com escolas semelhantes, explicação das diferenças.
- Indique 3 objetos de custo viáveis para um município e justifique.
- Explique por que o custeio por absorção depende de bons critérios de rateio.
- Em qual situação você começaria por custo por unidade antes de custo por aluno?